ARTIGOS GERAIS SANFELIZ

DESCRIÇÃO GENEALÓGICA – CRITÉRIOS

 

É comum a Coordenação deste estudo, receber pedido de esclarecimento sobre os critérios utilizados na descrição genealógica. Considerando serem estas as informações importantes, resolveu-se explicitá-las visando a uma melhor compreensão da matéria exposta.

 

 

COLETA DOS DADOS

Na busca de dados genealógicos, são fundamentais o nome do componente, as datas de nascimento, casamento e óbito. Interessa ainda, os antecedentes e os descendentes, inclusive dos respectivos cônjuges, incluindo, se possível, além dos nomes de seus pais, o dos avós e as datas de nascimento casamento e óbitos.

São dados secundários: informações, de forma sucinta, sobre: 1) a vida ativa, fatos relevantes, peculiares e até pitorescos, 2) realizações em família e na comunidade em que viveu.

 

FONTES COLETA DADOS

As fontes são de duas naturezas, as cujos dados são ditos primários, por serem os mais remotos possíveis e oriundo de documentos originais (ou cópias fotostáticas), além daquelas que fornecem dados secundários, estes já passaram por coletas de outros pesquisadores. Entre as fontes secundárias citam-se descrições genealógicas de terceiros, relatos obtidos com memorialistas e colaboradores diversos.

Há de se considerar os dados inferidos com apoio de ciências afins, como a Heráldica e a própria História, além de a Sociologia, a Economia, a História da Arte, a História do Direito. Quanto à metodologia de anotação dos nomes concorrem, normas e recomendações que garantem uma simbologia e linguagem universal, sem o que as informações restariam subjetivas, de confiabilidade duvidosa. Nesta linha, a título de uma breve rememoração citam-se: Normas de Redação Técnica, de Grafia dos Topônimos (Norma Brasileira), Onomástica.

 

PRINCIPAIS FONTES UTILIZADAS NESTE ESTUDO

I) FONTES PRIMÁRIAS

1) Livros de assentamentos de Batismo, Casamento e Óbito da Igreja Católica, mantidos pelas suas Dioceses e Cúria Metropolitana (Porto Alegre), até o primeiro quartel de do Século XX, quando tinham a prerrogativa de manter tais registros. É sabido que pelo Código Civil, implantado em 1916, os registros civis, incluindo nascimento, casamento, divórcio ou desquite, morte, interdições, tutelas, pacto pré-nupciais, opção de nacionalidade, entre outros tornou os assentamentos mantidos pela Igreja uma fonte cada vez menos interessante. Essa mudança começou em 1889 embora prevista desde 1829. Porém, para fins de pesquisa genealógica os registros civis ainda não estão disponíveis de forma adequada.

2) Arquivo Público do Rio Grande do Sul, onde se encontram importantes dados dos inventários, testamentos, principalmente.

3) Instituto Histórico do Rio Grande do Sul, que guarda entre outros documentos o registro de doação de sesmarias até 1835.

4) Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, significativa documentação de natureza histórica do Estado.

5) Museus Regionais, como Hipólito da Costa (P Alegre) acervo jornalístico, museus de Rio Grande, Rio Pardo, Dom Diogo de Souza (Bagé), bibliotecas em geral.

II) FONTES SECUNDÁRIAS

1) Sistema Family Search com vasto material genealógico, em forma de microfilmes, principalmente coletado dos assentamentos da Igreja Católica. Esse sistema é coordenado pelo centro de pesquisa da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Os dados são confiáveis, mantendo informações coletadas em fontes primárias, podendo, no entanto, estarem sujeitos a alguns equívocos materiais como resultado de qualquer coleta. Tais dados estão disponibilizados na Internet, o que representa uma vantagem.

2) Material genealógico publicado por genealogistas confiáveis, como João da Fonseca Guimarães e Jorge Godofredo Felizardo (Genealogia dos Carneiro da Fontoura), João de Deus Noronha (Os Menna Barreto), Aurélio Porto (os Simões Pires) e, também, Paulo Xavier, Carlos Rheingantz, João Alberto Pereira Andrade. Todos esses nomes são citados quando ocorrerem, como fonte de coleta dos dados na descrição genealógica do site Carneiro da Fontoura.

3) Colaboradores e memorialistas que contribuíram com dados e informações permitindo a expansão da descrição genealógica. Todos eles estão referenciados, quando no decorrer do estudo.

4) Blogs e sites disponibilizados na Internet, quando aceitos como fonte confiável. Estão adequadamente citados no estudo.

5) Clássicos da Genealogia Portuguesa acessáveis pela Internet entre os quais o da Biblioteca Genealógica de Lisboa.

 

SISTEMA DE CODIFICAÇÃO

Há vários sistemas de codificação dos componentes em uma descrição genealógica, tanto para árvores de costados como de geração. No caso do site Carneiro da Fontoura, uma árvore de geração, onde João Carneiro da Fontoura e Isabel da Silva representam o tronco, adotou-se uma das variantes do sistema Henry. Ele é bem intuitivo, tanto que quanto se iniciou a descrição nem se tinha conhecimento dessa metodologia. Eis a seguir em mais detalhes.

Uma vez conhecido o vínculo genealógicos de um componente, procede-se a codificação e anotações consideradas objetivas. Essa codificação tem a seguinte estrutura:

NN.NN.NN. … NN

            COMPONENTE

Cada conjunto de números (NN) indica a ordem em que se sucedem as gerações, a partir do tronco inicial: filhos NN, netos NN.NN, bisnetos NN.NN.NN, trinetos (NN.NN.NN.NN) e assim por diante.

Por exemplo 5.2.1.10, significa o décimo filho (trineto) do primeiro (bisneto), do segundo (neto), do quinto filho da estirpe.

Arrolam-se tantos os filhos, adotivos, naturais (termo em desuso pelo Código Civil) e legitimados.

            MATRIMÔNIO

Nos casamentos, sempre que uma nova família for constituída, o código do matrimônio é preenchido com dois dígitos. Por exemplo, a família do componente acima citado (5.2.1.10) seu matrimônio será 05.02.01.10. E se houver mais de um casamento, será acrescida a expressão 1º Mat, 2º Mat, 3º Mat.

            CÔNJUGE

O cônjuge recebe o mesmo código do matrimônio, a menos que seja também consanguíneo, caso que conserva sua especificação de origem.

            PARENTES AFINS

Os pais, avós, bisavós, entre outros nomes citados, referentes à relação com um cônjuge, serão codificados com o número colocado entre parêntese que indica o componente a quem se ligam na árvore.

            INDICATIVOS ESPECIAIS

Na descrição genealógica, encontram-se indicativos a saber:

NI – representa um componente direto (não afim), mas “não identificado”. Por exemplo: Anna Machado da Fontoura (NI), significa que é descendente, porém não foi identificada a ponto de estabelecer-se um vínculo com seus ascendentes em linha.

I – indica que o componente faleceu impúbere (antes da idade de procriação).

S – informando que o componente faleceu solteiro (sem deixar descendente).

D – refere-se ao componente que não teve descendência, pelo menos conhecida formalmente.

 

NOMES DOS COMPONENTES

            REGRA GERAL

Nunca se abrevia um nome, deve ser escrito por completo prenome e sobrenome, sem que se infira o sobrenome mesmo que a fonte o omita, neste caso poderá vir entre colchetes […] se houver forte razão para fazê-lo.

            Apenas o prenome é citado

A informação vem de fonte oral ou de assentos de batismo antigos, neste caso não se encontrando mais referências em sua vida de adulto.

            Nas Notas de Rodapé

Por questão de simplificação, na citação dos nomes dos filhos pode-se citar os prenomes separados por vírgula, sendo que se o último for sucedido da preposição “e” todos os nomes anteriores recebem o mesmo sobrenome deste último. Exemplo: João, José e Antônio Rodrigues da Fontoura, significa que tanto João, como José, como Antônio tem o mesmo sobrenome Rodrigues da Fontoura; ao passo que se quisesse dizer que apenas Antônio teve esse sobrenome se redigiria: João, José, Antônio Rodrigues da Fontoura (com vírgula entre José e Antônio).

            PRESERVAÇÃO DA GRAFIA DA FONTE

O nome do componente, da descrição genealógica, será mantido como consta no documento fonte (primário ou secundário) ou se proveniente de coleta oral, conservando-se sua grafia usual na época e local de vida, sem levar em conta as variações gráficas por que passa a língua portuguesa; se houver necessidade, para fins de clareza, uma nota explicativa será utilizada. Essa recomendação parece contrariar a norma genealógica que estabelece sejam os nomes grafados pela grafia atual. O critério adotado pelo site, no entanto, pretende informar o nome do componente vem de uma fonte primária.

Exemplos: Cazado, Christovam, Josepha, Pôrto, Ophelia.

Assim, a grafia usual (da época e local) será sempre preservada, exceto se:

– for flagrante erro de escrita (erro material); exemplo Osbaldo por Osvaldo, Lorival por Lourival;

– grafias distintas coletadas em fontes diversas, dá-se preferência àquela que expressar a forma usual na época e local; exemplo: Dorothea, Doroteya, Herodiano, Erodiano;

– grafias distintas encontradas em fontes primárias confusas: Bebiano e Bibiano, Maria das Dores e Dolores (se Dolores for apelido virá entre parênteses (Dolores), porém, se constatado tratar-se de um nome consagrado pelo uso, virá entre colchetes [Dolores].

O nome dos componentes na descrição genealógica deverá ser escrito de forma o mais claro possível, sendo quatro as ocorrências mais embaraçosas, cujos critérios são:

            1) Esposas

Nomes das esposas que ao casarem trocam de nome, a regra geral é o sobrenome descartado do nome de solteira vai escrito entre parêntese acrescido do sobrenome adicionado pelo casamento, este seguido de um travessão por exemplo, Maria (dos Santos) Pereira – da Fontoura; significa que o seu nome de solteira foi Maria dos Santos Pereira e que ao casar tornou-se Maria Pereira da Fontoura.

2) Divergência de Nomes

Nomes constantes nos assentamentos de batismo divergindo do encontrado, para um mesmo indivíduo, em documentos oficiais; normalmente adotam-se o nome encontrado nestes últimos; essa situação era comum quando se redigiam os documentos sem o rigor de hoje;

Nomes divergindo em documentos oficiais (fontes primárias), ou obtidos em outras genealogias (fontes secundárias) ou, ainda, coletados de forma oral, caso que prevalece a melhor razão, e se a dúvida for mantida, um dos nomes deve ser escrito entre parênteses.

3) Ilegibilidade das Fontes.

Termos presumíveis, especialmente em nomes e citações, serão colocadas entre colchetes […] e termos possíveis de comporem a descrição virão entre parênteses (…).

            4) Nomes Consagrados

Nomes consagrados pela bibliografia ou de uso universal, serão mantidos, especialmente nos casos de personagens históricas; isso, no entanto, não elimina a citação em paralelo do nome completo do componente. Exemplos: Tatão Barreto, Flores da Cunha, Mingote Martins.

            5) Apelidos

Quando é usado de forma consagrada ou usual, as vezes com o nome desconhecido ou apenas usado em documentos oficiais, normalmente é citado entre parênteses, após o nome completo.

 

ÍNDICE ONOMÁTICO

Visando facilitar a busca de um componente o site disponibiliza um índice dos nomes constantes na descrição genealógica, que também é remissivo, por indicar todas as posições que o mesmo é encontrado. Devido ao critério de preservação da grafia encontrada nas fontes de coleta, o consulente deverá ter o cuidado de conferir todas as grafias possíveis. Exemplos: Accacio e Acácio, Herodiano e Erodiano, Ofélia e Ophelia, Yeda e Ieda.

 

ABREVIATURAS DE TÍTULOS TOPÔNIMOS

Nas abreviaturas (de títulos honoríficos, profissões, condecorações), nas denominações das localidades, nos nomes dos componentes que compõem a descrição genealógica, por princípios, seguem-se os seguintes critérios:

– É defeso evitar-se a abreviação atualizada, visando ao melhor entendimento da audiência; caberá sua aplicação em notas de rodapé, de fim de arquivo e em termos já amplamente consagrado pelos leitores.

– O regramento, invariavelmente, será adotado em todo o estudo, e se por necessidade editorial uma outra forma se fizer necessário, será justificada em nota de rodapé razão dessa exceção.

– Por questão de simplificação, sem prejuízo da clareza, pode um nome ser grafado como utiliza-se na conversação oral, isso ocorre, como em Caçapava por Caçapava do Sul, Livramento por Santana do Livramento, e outros.

– Outro critério, adotado neste estudo, provém de normas do banco de vídeos, turismo do governo brasileiro que adota como norma os seguintes critérios: os topônimos utilizados nas placas indicativas devem ser abreviados segundo regra ortográfica brasileira; b) é fundamental que a abreviatura das mensagens procure obedecer aos critérios de “máxima clareza” e “máxima economia”.

 

ARQUIVOS DE INFORMAÇÕES

A Coordenação mantém um arquivo das coletas realizada durante as pesquisas, bem como de dados fornecidos pelos colaboradores. De sorte que esse arquivo, além, de constituir-se na memória de todo o estudo realizado, também é possível de ser consultado pelos interessados em obter informações complementares ou que ainda não tenham sido divulgadas. Neste caso, situa-se os registros de componentes “não identificados”, que por não se obter um vínculo de parentesco estão à espera de identificação.

 

FORMAS DE DIVULGAÇÃO

Atualmente, são duas as formas de divulgação desta descrição genealógica, iniciada em 1999, Internet (site) e edição impressa. Esta será emitida (parcial ou total) por manifestação expressa do interessado. A do site www.carneirodafontoura.com, atualizada anualmente a cada mês de julho, dependendo dos esforços da equipe técnica, terá um site paralelo www.caneirodafontoura.com.br, utilizando-se recursos de informática mais atuais, além do blog Carneiro da Fontoura – O Chasque (www.caneirodafontoura.com.br/blog ). Este blog, é uma complementação do site, e objetiva um contato mais detalhado com os internautas, mediante artigos (mensagens) sobre resgate de informações, detalhamento de informações, curiosidades (almanaque), colaboradores, acervo, enfim mensagens que revelem toda a transparência do estudo.

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